Eu sei que você pensa
Que não preza a emoção
De navegar em mar revolto
Diz que quer lagoa mansa
Mas logo logo você se cansa
Ainda vai perceber que gosta
É de levar chute nas costas
Quer trocar mensagens bobas
Se perguntar se bem me quer
Mas tão melhor se não me quer
Quer trair e ser traída
Quer do amor a emoção
Mas só tenho o sentimento
Quem sabe quando velha
Tão caída e sem saída
Não precise dessa vida
Quem sabe sinta minha falta
E também queira ser pato -
E passe o resto dos seus dias
Navegando tranquila ao meu lado
Mas não me iludo com a idéia
Pois eu sei que não adianta -
Um pato é pra sempre um pato
E uma anta, pra sempre uma anta
um blogue anomalo.
segunda-feira, 7 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Eu, Você e o Céu Sobre Nossas Cabeças
Eu sei que eu e você
Caminhamos muitos caminhos
E por muitos caminhos, nos perdemos
Caminhamos em linha reta
Apanhando, chorando e levantando
Seguindo em frente - sempre
Com olhos fechados aos que passavam
E ao passado que não nos deixava
Procuramos alfinetes no escuro
Tentamos costurar as feridas
Sei que os nossos caminhos
São paralelos e discordantes -
Perco-me entre bêbados e mutantes,
Você, entre nobres e diamantes
Mas se nessa andança interminável
Não tenho idéia de onde vou chegar
Eu sei ao certo com quero estar
Se chegar um dia à algum lugar
Então, perdoe meu buquê humilde -
Eu sei, são apenas rosas e lírios
Mas a intenção é de coração
Se vagamos cegos por esses rumos
Esbarrando por entre vidas alheias
Por que não me dá sua mão
E me entrega seu coração?
Que fiquemos perdidos juntos
E caso o céu pese sobre sua cabeça
Não se preocupe, meu amor -
Terá que pesar em nós dois
Caminhamos muitos caminhos
E por muitos caminhos, nos perdemos
Caminhamos em linha reta
Apanhando, chorando e levantando
Seguindo em frente - sempre
Com olhos fechados aos que passavam
E ao passado que não nos deixava
Procuramos alfinetes no escuro
Tentamos costurar as feridas
Sei que os nossos caminhos
São paralelos e discordantes -
Perco-me entre bêbados e mutantes,
Você, entre nobres e diamantes
Mas se nessa andança interminável
Não tenho idéia de onde vou chegar
Eu sei ao certo com quero estar
Se chegar um dia à algum lugar
Então, perdoe meu buquê humilde -
Eu sei, são apenas rosas e lírios
Mas a intenção é de coração
Se vagamos cegos por esses rumos
Esbarrando por entre vidas alheias
Por que não me dá sua mão
E me entrega seu coração?
Que fiquemos perdidos juntos
E caso o céu pese sobre sua cabeça
Não se preocupe, meu amor -
Terá que pesar em nós dois
quarta-feira, 2 de março de 2011
Uma Rosa no Meu Peito
Bem fundo no meu peito
Há uma rosa que jamais fenece
Apesar de afogá-la em álcool
E sufocá-la com fumaça
Ela persiste, insiste
Às vezes sobe a garganta
E vai me rasgando por dentro -
Não compreende a agonia
De engolir-lhe à boca seca
Enraizou-se no meu ser
E se nutriu com meu amor
Então, escondeu a sua beleza
Sob um ninho de espinhos -
Antes ferir do que se arriscar
Se entregar e se machucar
Mas se pede-me um abraço
Não nego jamais -
E sei que vou me cortar
Mas de bom grado, aceito essa dor
Que transcende minha carne
E lancina em minha alma -
Dá a um cético
A certeza de um espírito
Neste corpo idosamente novo
E com a certeza do espírito
Vem o conforto da esperança -
Correrei minhas mãos imprecisas
Por entre suas pernas lisas
Não temerá meus carinhos
Pois perderá seus espinhos -
Sua beleza será isenta
Desse mal que lhe atormenta
Então por fim, vai se entregar
Pois comigo entre suas pétalas
Sabe que nunca vai se machucar
Há uma rosa que jamais fenece
Apesar de afogá-la em álcool
E sufocá-la com fumaça
Ela persiste, insiste
Às vezes sobe a garganta
E vai me rasgando por dentro -
Não compreende a agonia
De engolir-lhe à boca seca
Enraizou-se no meu ser
E se nutriu com meu amor
Então, escondeu a sua beleza
Sob um ninho de espinhos -
Antes ferir do que se arriscar
Se entregar e se machucar
Mas se pede-me um abraço
Não nego jamais -
E sei que vou me cortar
Mas de bom grado, aceito essa dor
Que transcende minha carne
E lancina em minha alma -
Dá a um cético
A certeza de um espírito
Neste corpo idosamente novo
E com a certeza do espírito
Vem o conforto da esperança -
Correrei minhas mãos imprecisas
Por entre suas pernas lisas
Não temerá meus carinhos
Pois perderá seus espinhos -
Sua beleza será isenta
Desse mal que lhe atormenta
Então por fim, vai se entregar
Pois comigo entre suas pétalas
Sabe que nunca vai se machucar
terça-feira, 1 de março de 2011
Alternativo
É da minha natureza
Caminhar na contramão
E fingir que tenho aversão
Ao que todos acham bom
Sempre escolho a alternativa
Diferente dos meus amigos
Estou vivendo a alternativa
À uma vida cheia de vida
Uma pena, eu digo
Que eu cumpro todo dia
Pois todos os meus amigos
Escolheram ter alguém -
Escolheram viver a vida
Escolheram descansar as cabeças
Bem longe dessas sarjetas
Sou um peixe no deserto
Ardo, queimo, sofro
Mas não morro -
A vida não é tão boa
Vivo no meu lugar de direito
Junto aos pássaros que não cantam
Do gavião que não é mais caçador
E das pessoas que não tem amor
Caminhar na contramão
E fingir que tenho aversão
Ao que todos acham bom
Sempre escolho a alternativa
Diferente dos meus amigos
Estou vivendo a alternativa
À uma vida cheia de vida
Uma pena, eu digo
Que eu cumpro todo dia
Pois todos os meus amigos
Escolheram ter alguém -
Escolheram viver a vida
Escolheram descansar as cabeças
Bem longe dessas sarjetas
Sou um peixe no deserto
Ardo, queimo, sofro
Mas não morro -
A vida não é tão boa
Vivo no meu lugar de direito
Junto aos pássaros que não cantam
Do gavião que não é mais caçador
E das pessoas que não tem amor
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Forasteiro
Sou forasteiro aonde vá
Não importa onde esteja
Nunca estou realmente lá -
Sou forasteiro até em casa
Não sou visto por bons olhos
Ou ouvido por bons ouvidos
Os meus únicos carinhos
São pauladas e espinhos
Aos ricos resta o ouro
Aos fracos, o seu choro
Mas o que meu peito regreta
Meu olho já não mais secreta
No meu terno de agulhas
Recheadas de morfina
Não sinto nenhuma dor
Não sofro nenhum amor
Dizem que não vale nada
Uma vida anestesiada -
Quem espera e não se cansa
Vez ou outra até alcança
Mas chegar lá não vale de nada
Se sou pra sempre forasteiro
No coração da minha amada
Não importa onde esteja
Nunca estou realmente lá -
Sou forasteiro até em casa
Não sou visto por bons olhos
Ou ouvido por bons ouvidos
Os meus únicos carinhos
São pauladas e espinhos
Aos ricos resta o ouro
Aos fracos, o seu choro
Mas o que meu peito regreta
Meu olho já não mais secreta
No meu terno de agulhas
Recheadas de morfina
Não sinto nenhuma dor
Não sofro nenhum amor
Dizem que não vale nada
Uma vida anestesiada -
Quem espera e não se cansa
Vez ou outra até alcança
Mas chegar lá não vale de nada
Se sou pra sempre forasteiro
No coração da minha amada
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Um Ode à Divinópolis
No topo da Primeiro de Junho
Tem bebida à baixo custo
O cigarro de palha é o mesmo
Mas a dose da noite não é
E domingo, sob o sol de rachar
Tem sempre alguém pra te salvar
Vamos todos para trás do pódio
Que lá é bom de carburar
Na praça das bads eternas
Tem sempre umas menininhas
Um açaí pra esfriar a cuca
E um nóia filho da puta
Não sei se já lhe disseram -
Do Centro-Oeste somos capital
Temos sala de cinema no Shopping
E até coluna social
Mas se tentarem me desmentir
Já adianto que será em vão
Pois à Princesa d'Oeste
Entreguei meu coração
Sei que essa terra vermelha
Vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se
Uma imensa BH
Tem bebida à baixo custo
O cigarro de palha é o mesmo
Mas a dose da noite não é
E domingo, sob o sol de rachar
Tem sempre alguém pra te salvar
Vamos todos para trás do pódio
Que lá é bom de carburar
Na praça das bads eternas
Tem sempre umas menininhas
Um açaí pra esfriar a cuca
E um nóia filho da puta
Não sei se já lhe disseram -
Do Centro-Oeste somos capital
Temos sala de cinema no Shopping
E até coluna social
Mas se tentarem me desmentir
Já adianto que será em vão
Pois à Princesa d'Oeste
Entreguei meu coração
Sei que essa terra vermelha
Vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se
Uma imensa BH
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Não Vou Desistir (Do Que Interessa)
Não diga-me para não ter medo
Se é você quem está bêbado
E que tudo vai ficar bem
Se para você tudo está bem
Então, sem mais demora
Traga mais uma garrafa
E toque fogo no baseado -
Eu tô cansado pra caralho
Manter essa amizade é tarefa árdua
Pois à boca já não resta água
E a sede não se mata na lágrima
Ando pensando em desistir da gente
Só me falta mesmo um incentivo
Já que desisto de tudo mesmo
Talvez desista de ser seu amigo
Talvez desista de ter tanto juízo
Talvez desista de te amar
Mas de amor e vício, meu amigo
A gente não desiste nunca
E se eu bem me conheço
Já sei que não vou nem tentar
Se é você quem está bêbado
E que tudo vai ficar bem
Se para você tudo está bem
Então, sem mais demora
Traga mais uma garrafa
E toque fogo no baseado -
Eu tô cansado pra caralho
Manter essa amizade é tarefa árdua
Pois à boca já não resta água
E a sede não se mata na lágrima
Ando pensando em desistir da gente
Só me falta mesmo um incentivo
Já que desisto de tudo mesmo
Talvez desista de ser seu amigo
Talvez desista de ter tanto juízo
Talvez desista de te amar
Mas de amor e vício, meu amigo
A gente não desiste nunca
E se eu bem me conheço
Já sei que não vou nem tentar
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